7 dicas para dominar o estoque da sua drogaria com o que você já tem 


Chegou a hora de colocar a mão na massa. A maioria das drogarias sabe que o estoque é um dos ativos mais importantes do negócio — mas poucas realmente aplicam práticas eficientes para garantir que esse ativo seja um motor de crescimento, e não um gargalo financeiro. 

A boa notícia é que com alguns passos simples, é possível transformar a rotina da sua drogaria e tornar o controle de estoque um diferencial competitivo. 

  • Produtos bem categorizados = relatórios precisos
  • Relatórios precisos = decisões mais inteligentes
  • Decisões mais inteligentes = estoque equilibrado e resultados consistentes 

Drogarias que estruturam corretamente seus cadastros conseguem tomar decisões mais rápidas, reduzir perdas e melhorar a rentabilidade — afinal, não se pode gerir o que não se consegue medir

💡 Dica extra: fuja de categorias genéricas como “Outros”. Elas escondem dados valiosos e prejudicam suas análises de desempenho. 

Você sabe quantos produtos tem cadastrados na sua drogaria? E quantos desses representam a maior parte do seu faturamento? Se a resposta não vier de bate-pronto, talvez esteja faltando Curva ABC na sua gestão

A Curva ABC é uma técnica que classifica os produtos com base na importância deles para o seu negócio, seja por volume de vendas, lucratividade ou giro. Em drogarias, essa análise costuma mostrar que: 

  • Cerca de 5% do mix (Curva A) representa até 70% das vendas 
  • Outros 15% (Curva B) geram cerca de 20% 
  • E os 80% restantes (Curva C) respondem por apenas 10% do faturamento 

Sem essa visão, o risco é tratar todos os produtos como se fossem iguais — e isso custa caro. 

Produtos da Curva A não podem faltar, devem ter atenção máxima em reposição, validade e precificação. Já os da Curva C podem estar ocupando espaço e capital que poderiam ser melhor utilizados. 

💡 Dica extra: mantenha essa análise atualizada. Um produto hoje na Curva A pode mudar com o tempo. Automatize a Curva ABC no seu sistema e tome decisões com base em dados atualizados. 

Manter o estoque equilibrado é uma das tarefas mais críticas da gestão. Ter produto demais significa capital parado, risco de vencimento e ocupação desnecessária de espaço. Ter produto de menos significa ruptura, perda de venda e cliente frustrado. A solução? Configurar o mínimo e o máximo com inteligência — e não no achismo. 

A melhor forma de fazer isso é usando a Curva ABC como base

Em vez de definir os parâmetros produto a produto, você agrupa itens por nível de importância (A, B ou C) e aplica uma lógica de abastecimento mais eficiente. Isso reduz o trabalho de configuração e deixa a gestão mais estratégica e alinhada com o comportamento do estoque. 

Estudos mostram que empresas que utilizam essa abordagem conseguem reduzir em até 18% o valor do capital imobilizado, além de aumentar o giro médio do estoque. 

💡 Dica extra: o sistema da sua drogaria pode calcular automaticamente o mínimo e máximo com base nos parâmetros da curva. Isso evita erro humano e transforma a área de compras em um setor mais analítico e estratégico. 

Fazer pedido no olho — olhando para a prateleira e tentando adivinhar o que precisa ser comprado — ainda é uma prática comum em muitas drogarias. Funciona até certo ponto, mas está longe de ser eficiente. 

Esse tipo de compra, baseada apenas na percepção, pode gerar tanto ruptura de produtos essenciais quanto excesso de itens que mal giram, impactando diretamente o fluxo de caixa e o resultado financeiro. 

Hoje, com a tecnologia certa, é possível transformar esse processo em algo inteligente, automatizado e baseado em dados reais

  • Histórico de vendas 
  • Giro do produto 
  • Sazonalidade 
  • Mínimo e máximo configurado 
  • Tempo médio de reposição 

E entrega ao gestor uma lista precisa do que precisa ser comprado — e na quantidade ideal. 

💡 Dica extra: um sistema bem configurado faz o trabalho duro por você. A automação não substitui o comprador, ela o fortalece com inteligência. 

Você já passou por uma prateleira com poucos produtos expostos e teve a sensação de desabastecimento? Seu cliente também sente isso. 

O faceamento é a prática de organizar os produtos de forma visualmente atraente, garantindo que eles estejam “voltados para frente” e ocupando espaço suficiente na gôndola. Mas não é só estética: faceamento é percepção de abastecimento, estímulo de vendas e apoio à estratégia de estoque. 

  • Perfumaria e conveniência (onde o apelo visual influencia na compra) 
  • Itens de giro médio/baixo, que ainda assim precisam aparecer para vender 
  • Produtos estratégicos, que mesmo com baixo giro, precisam compor a “imagem da loja bem abastecida” 

💡 Dica extra: mesmo um produto de baixa saída pode ter uma função estratégica na exposição da loja. O faceamento ajuda a equilibrar estética e gestão. 

De nada adianta configurar bem mínimo, máximo, curva ABC, faceamento e pedidos automatizados… se o estoque não estiver correto. Esse é o ponto mais sensível (e muitas vezes negligenciado) da gestão de estoque: a acuracidade

Acuracidade significa que o que está no sistema bate com o que está na prateleira. E o único jeito de garantir isso é com inventários regulares

Muitas drogarias ainda fazem inventário apenas no fechamento do ano, ou em ciclos longos e trabalhosos. O resultado? Diferenças constantes, compras baseadas em dados errados e produtos vencendo no estoque “invisível”. 

A boa notícia é que, com apoio da tecnologia, esse processo pode ser rápido, leve e sem a necessidade de parar a loja. 

  • Estabeleça uma rotina de inventário por setor (ex: uma categoria por semana) 
  • Use coletores móveis ou aplicativos que transformam o celular em coletor 
  • Faça os balanços com a loja aberta, sem parar a operação 
  • Corrija imediatamente qualquer divergência entre físico e sistema 

💡 Dica extra: o aplicativo cStock, por exemplo, permite que você use o próprio celular como coletor de dados. Com ele, o processo de contagem se torna simples, rápido, sem papel e totalmente integrado com o sistema — ideal para manter tudo em dia. 

Não existe sistema que funcione sozinho. E nem processo que se sustente sem pessoas envolvidas e conscientes. Por isso, o último (e talvez mais importante) passo é garantir que a equipe da drogaria esteja capacitada e engajada com a gestão de estoque

Quando todo mundo entende o porquê de cada rotina — e como ela impacta o resultado da empresa — a execução se torna mais leve, mais rápida e mais assertiva. 

Afinal, quem realiza o inventário? Quem confere a nota fiscal? Quem organiza a prateleira? Quem identifica que um produto está vencendo? São as pessoas no dia a dia. 

  • Reduz erros de cadastro e movimentação 
  • Identifica problemas antes que virem prejuízo 
  • Segue padrões de entrada, contagem, organização e reposição 
  • Constrói uma cultura onde estoque é responsabilidade de todos 

Além disso, segundo dados do Instituto Great Place to Work, empresas que investem em capacitação constante têm até 25% menos rotatividade e 35% mais engajamento da equipe — e isso reflete diretamente na operação. 

  • Mapeie os principais pontos do processo de estoque que envolvem a equipe 
  • Crie manuais ou fluxos simples para cada rotina (compra, entrada, contagem, etc.) 
  • Faça pequenos treinamentos periódicos (online ou presenciais) 
  • Mostre os resultados: quando a equipe vê os números melhorando, ela se engaja mais 

💡 Dica extra: envolva o time nas decisões! Quando um operador sugere uma melhoria e vê isso aplicado, ele se sente parte do processo e passa a cuidar do estoque como dono 

Se você chegou até aqui, já percebeu: uma boa gestão de estoque não depende de fórmulas mágicas — ela depende de rotinas bem feitas, dados confiáveis e decisões baseadas em informação. E a boa notícia é que todas essas boas práticas estão ao seu alcance com as ferramentas que a Consys oferece

A Consys é especialista em ERP para drogarias e conhece de perto os desafios do setor. Por isso, desenvolvemos soluções pensadas para transformar o estoque da sua loja em um verdadeiro ativo estratégico. 

Por Karina Rodrigues

Com mais de 20 anos de experiência no setor, desenvolvi uma visão estratégica e aprofundada sobre o negócio, sempre focada em resultados e na evolução contínua. Hoje, atuo como gestora do departamento de Sucesso do Cliente, uma área que me inspira todos os dias por estar diretamente ligada à satisfação e à fidelização dos nossos parceiros. Sou especialista nessa área e tenho orgulho de ser uma das gestoras da Consys, contribuindo ativamente para o crescimento da empresa e o fortalecimento do relacionamento com nossos clientes.


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