Chegou a hora de colocar a mão na massa. A maioria das drogarias sabe que o estoque é um dos ativos mais importantes do negócio — mas poucas realmente aplicam práticas eficientes para garantir que esse ativo seja um motor de crescimento, e não um gargalo financeiro.
A boa notícia é que com alguns passos simples, é possível transformar a rotina da sua drogaria e tornar o controle de estoque um diferencial competitivo.
O que ainda trava a gestão de estoque nas drogarias?
Muitos gestores enfrentam um cenário parecido: produtos encalhados, falta de itens essenciais, compras feitas “no olho” e aquela planilha que sempre fica desatualizada. O resultado? Perdas financeiras, retrabalho e clientes insatisfeitos.
Um levantamento da Febrafar mostra que mais de 60% das drogarias brasileiras têm dificuldades em manter um controle eficiente de estoque. A mesma pesquisa aponta que 45% dos empresários do setor ainda não usam ferramentas automatizadas para essa gestão — ou até têm o sistema, mas não usam suas funcionalidades.
A questão não é ter informação, mas saber como aplicar.

Melhore controle, aumente o giro e evite perdas com ações simples!
1. Estruture a Departamentalização dos Produtos
Quando falamos em gestão moderna de estoque, a departamentalização vai muito além da organização física da loja. Ela começa no cadastro de produtos, estruturado de forma inteligente dentro do sistema de gestão.
Dividir o mix em departamentos, categorias e subcategorias permite uma visão muito mais estratégica da operação. Isso impacta diretamente a forma como você analisa vendas, define compras, identifica oportunidades e até negocia com fornecedores.
Por que isso importa?
- Produtos bem categorizados = relatórios precisos
- Relatórios precisos = decisões mais inteligentes
- Decisões mais inteligentes = estoque equilibrado e resultados consistentes
Drogarias que estruturam corretamente seus cadastros conseguem tomar decisões mais rápidas, reduzir perdas e melhorar a rentabilidade — afinal, não se pode gerir o que não se consegue medir.
📌 Por onde começar?
- Avalie se o cadastro atual reflete de fato o seu modelo de negócio
- Defina uma hierarquia clara: departamento > categoria > subcategoria
- Identifique itens que estão mal categorizados ou sem padronização
- Treine a equipe responsável pelo cadastro para garantir consistência
💡 Dica extra: fuja de categorias genéricas como “Outros”. Elas escondem dados valiosos e prejudicam suas análises de desempenho.
2. Use a Curva ABC (ou Curva 80/20)
Você sabe quantos produtos tem cadastrados na sua drogaria? E quantos desses representam a maior parte do seu faturamento? Se a resposta não vier de bate-pronto, talvez esteja faltando Curva ABC na sua gestão.
A Curva ABC é uma técnica que classifica os produtos com base na importância deles para o seu negócio, seja por volume de vendas, lucratividade ou giro. Em drogarias, essa análise costuma mostrar que:
- Cerca de 5% do mix (Curva A) representa até 70% das vendas
- Outros 15% (Curva B) geram cerca de 20%
- E os 80% restantes (Curva C) respondem por apenas 10% do faturamento
Sem essa visão, o risco é tratar todos os produtos como se fossem iguais — e isso custa caro.
Produtos da Curva A não podem faltar, devem ter atenção máxima em reposição, validade e precificação. Já os da Curva C podem estar ocupando espaço e capital que poderiam ser melhor utilizados.
📌 Por onde começar?
- Classifique os produtos com base na representatividade deles no faturamento
- Identifique quantos estão na Curva A — e se estão com estoque adequado
- Use essa informação para rever o mix, ajustar mínimo e máximo, e até renegociar com fornecedores
💡 Dica extra: mantenha essa análise atualizada. Um produto hoje na Curva A pode mudar com o tempo. Automatize a Curva ABC no seu sistema e tome decisões com base em dados atualizados.
3. Defina Mínimo e Máximo com Base na Curva ABC
Manter o estoque equilibrado é uma das tarefas mais críticas da gestão. Ter produto demais significa capital parado, risco de vencimento e ocupação desnecessária de espaço. Ter produto de menos significa ruptura, perda de venda e cliente frustrado. A solução? Configurar o mínimo e o máximo com inteligência — e não no achismo.
A melhor forma de fazer isso é usando a Curva ABC como base.
Em vez de definir os parâmetros produto a produto, você agrupa itens por nível de importância (A, B ou C) e aplica uma lógica de abastecimento mais eficiente. Isso reduz o trabalho de configuração e deixa a gestão mais estratégica e alinhada com o comportamento do estoque.
Por que isso importa?
- Gestores que definem políticas de reposição por curva conseguem:
- Priorizar os produtos que mais impactam o faturamento (Curva A)
- Reduzir estoques excessivos nos itens de menor giro (Curva C)
- Agilizar decisões de compra e tornar o processo menos operacional
Estudos mostram que empresas que utilizam essa abordagem conseguem reduzir em até 18% o valor do capital imobilizado, além de aumentar o giro médio do estoque.
📌 Por onde começar?
- Classifique os produtos da loja por Curva ABC (com base nas vendas)
- Defina um padrão de mínimo e máximo para cada curva (ex: Curva A com mais segurança, Curva C com menor cobertura)
- Aplique isso de forma automática no sistema para facilitar a gestão
- Faça revisões periódicas, principalmente em períodos sazonais
💡 Dica extra: o sistema da sua drogaria pode calcular automaticamente o mínimo e máximo com base nos parâmetros da curva. Isso evita erro humano e transforma a área de compras em um setor mais analítico e estratégico.
4. Automatize as Sugestões de Pedidos e Pare de Comprar no Olho
Fazer pedido no olho — olhando para a prateleira e tentando adivinhar o que precisa ser comprado — ainda é uma prática comum em muitas drogarias. Funciona até certo ponto, mas está longe de ser eficiente.
Esse tipo de compra, baseada apenas na percepção, pode gerar tanto ruptura de produtos essenciais quanto excesso de itens que mal giram, impactando diretamente o fluxo de caixa e o resultado financeiro.
Hoje, com a tecnologia certa, é possível transformar esse processo em algo inteligente, automatizado e baseado em dados reais.
A sugestão de pedidos automatizada considera fatores como:
- Histórico de vendas
- Giro do produto
- Sazonalidade
- Mínimo e máximo configurado
- Tempo médio de reposição
E entrega ao gestor uma lista precisa do que precisa ser comprado — e na quantidade ideal.
Por que isso importa?
Segundo dados do setor, drogarias que automatizam a sugestão de pedidos:
- Reduzem em até 25% o tempo dedicado ao processo de compras
- Diminuem em até 15% os erros de compra
- Melhoram a disponibilidade dos produtos estratégicos
E mais: esse processo tira o comprador da função de “tirador de pedidos” e o reposiciona como analista de compras, alguém que atua com foco em negociação, análise e rentabilidade.
📌 Por onde começar?
- Faça uma revisão do cadastro de produtos (curvas, validade, mínimo e máximo)
- Ative e valide a funcionalidade de sugestão de pedidos no sistema
- Nas primeiras rodadas, revise manualmente para entender o comportamento
- Quando ganhar segurança, evolua para processos mais automatizados (inclusive o envio para o fornecedor)
💡 Dica extra: um sistema bem configurado faz o trabalho duro por você. A automação não substitui o comprador, ela o fortalece com inteligência.
5. Use o Faceamento Como Aliado da Rotatividade e da Percepção de Abastecimento
Você já passou por uma prateleira com poucos produtos expostos e teve a sensação de desabastecimento? Seu cliente também sente isso.
O faceamento é a prática de organizar os produtos de forma visualmente atraente, garantindo que eles estejam “voltados para frente” e ocupando espaço suficiente na gôndola. Mas não é só estética: faceamento é percepção de abastecimento, estímulo de vendas e apoio à estratégia de estoque.
Em drogarias, isso faz ainda mais sentido em categorias como:
- Perfumaria e conveniência (onde o apelo visual influencia na compra)
- Itens de giro médio/baixo, que ainda assim precisam aparecer para vender
- Produtos estratégicos, que mesmo com baixo giro, precisam compor a “imagem da loja bem abastecida”
Por que isso importa?
Segundo o Panorama Farmacêutico, o visual merchandising pode aumentar em até 12% a conversão de vendas, especialmente em produtos de exposição sensível, como cosméticos, cuidados pessoais e higiene.
Além disso, o faceamento pode ser usado como critério de compra: em sistemas mais avançados, é possível configurar que determinado produto tenha “x faces” na gôndola, e que o sistema compre o suficiente para manter essa exposição.
📌 Por onde começar?
- Estabeleça uma rotina de conferência visual diária Defina os produtos que precisam de face obrigatória (ex: shampoos, protetores solares, itens de marca própria)
- Oriente a equipe de loja a manter a gôndola sempre cheia e padronizada
- No sistema, ajuste o parâmetro de compra para considerar essa necessidade de face (quando aplicável)
💡 Dica extra: mesmo um produto de baixa saída pode ter uma função estratégica na exposição da loja. O faceamento ajuda a equilibrar estética e gestão.
6. Mantenha o Estoque Real com Inventário Frequente
De nada adianta configurar bem mínimo, máximo, curva ABC, faceamento e pedidos automatizados… se o estoque não estiver correto. Esse é o ponto mais sensível (e muitas vezes negligenciado) da gestão de estoque: a acuracidade.
Acuracidade significa que o que está no sistema bate com o que está na prateleira. E o único jeito de garantir isso é com inventários regulares.
Muitas drogarias ainda fazem inventário apenas no fechamento do ano, ou em ciclos longos e trabalhosos. O resultado? Diferenças constantes, compras baseadas em dados errados e produtos vencendo no estoque “invisível”.
A boa notícia é que, com apoio da tecnologia, esse processo pode ser rápido, leve e sem a necessidade de parar a loja.
Por que isso importa?
Estudos do IBEVAR indicam que erros de estoque impactam de 2% a 4% no faturamento anual de farmácias, principalmente por perdas não identificadas, rupturas invisíveis e compras desnecessárias.
Além disso, drogarias com inventário contínuo conseguem:
- Reduzir perdas por vencimento e avaria
- Melhorar a assertividade das compras
- Evitar retrabalho no atendimento e na reposição
- Aumentar a confiança nos dados para tomada de decisão
📌 Por onde começar?
- Estabeleça uma rotina de inventário por setor (ex: uma categoria por semana)
- Use coletores móveis ou aplicativos que transformam o celular em coletor
- Faça os balanços com a loja aberta, sem parar a operação
- Corrija imediatamente qualquer divergência entre físico e sistema
💡 Dica extra: o aplicativo cStock, por exemplo, permite que você use o próprio celular como coletor de dados. Com ele, o processo de contagem se torna simples, rápido, sem papel e totalmente integrado com o sistema — ideal para manter tudo em dia.
7. Invista na Capacitação da Equipe e Crie uma Cultura de Gestão de Estoque
Não existe sistema que funcione sozinho. E nem processo que se sustente sem pessoas envolvidas e conscientes. Por isso, o último (e talvez mais importante) passo é garantir que a equipe da drogaria esteja capacitada e engajada com a gestão de estoque.
Quando todo mundo entende o porquê de cada rotina — e como ela impacta o resultado da empresa — a execução se torna mais leve, mais rápida e mais assertiva.
Afinal, quem realiza o inventário? Quem confere a nota fiscal? Quem organiza a prateleira? Quem identifica que um produto está vencendo? São as pessoas no dia a dia.
Por que isso importa?
Um time bem treinado:
- Reduz erros de cadastro e movimentação
- Identifica problemas antes que virem prejuízo
- Segue padrões de entrada, contagem, organização e reposição
- Constrói uma cultura onde estoque é responsabilidade de todos
Além disso, segundo dados do Instituto Great Place to Work, empresas que investem em capacitação constante têm até 25% menos rotatividade e 35% mais engajamento da equipe — e isso reflete diretamente na operação.
📌 Por onde começar?
- Mapeie os principais pontos do processo de estoque que envolvem a equipe
- Crie manuais ou fluxos simples para cada rotina (compra, entrada, contagem, etc.)
- Faça pequenos treinamentos periódicos (online ou presenciais)
- Mostre os resultados: quando a equipe vê os números melhorando, ela se engaja mais
💡 Dica extra: envolva o time nas decisões! Quando um operador sugere uma melhoria e vê isso aplicado, ele se sente parte do processo e passa a cuidar do estoque como dono
Tudo Isso Já Está Aí no Seu Sistema Consys!
Se você chegou até aqui, já percebeu: uma boa gestão de estoque não depende de fórmulas mágicas — ela depende de rotinas bem feitas, dados confiáveis e decisões baseadas em informação. E a boa notícia é que todas essas boas práticas estão ao seu alcance com as ferramentas que a Consys oferece.
A Consys é especialista em ERP para drogarias e conhece de perto os desafios do setor. Por isso, desenvolvemos soluções pensadas para transformar o estoque da sua loja em um verdadeiro ativo estratégico.
Veja o que você pode colocar em prática hoje mesmo com o seu sistema Consys:

✅ Departamentalização Estruturada no Cadastro de Produtos: Organize seu mix com hierarquia de áreas, categorias e departamentos e tenha relatórios mais claros e estratégicos.
✅ Curva ABC Automatizada: Classifique automaticamente seus produtos com base no histórico de giro e mantenha a curva sempre atualizada.
✅ Configuração de Mínimo e Máximo por Produto ou por Curva: Reduza o trabalho manual com a definição de políticas de abastecimento por tipo de produto.
✅ Sugestão de Pedidos Automatizada e Inteligente: Economize tempo e evite erros: o sistema sugere o que comprar com base nos dados reais da sua operação.
✅ Faceamento Aplicado à Compra: Configure a quantidade de “faces” desejada na prateleira e garanta a presença visual estratégica dos produtos.
✅ Inventário com o cStock — Celular como Coletor: Conte seus produtos com mais agilidade usando seu próprio celular. Nada de papel, nada de retrabalho.
✅ Relatórios de Estoque e Vendas por Departamento, Categoria, Produto e Filial: Tenha visão analítica do seu estoque e tome decisões melhores com base em dados organizados.
📢 E se tiver dúvidas sobre como ativar essas funcionalidades ou como aplicá-las na sua drogaria, nossa equipe está pronta para te ajudar. Você não precisa contratar uma nova solução. Está tudo aí, no seu sistema Consys.

Por Karina Rodrigues
Com mais de 20 anos de experiência no setor, desenvolvi uma visão estratégica e aprofundada sobre o negócio, sempre focada em resultados e na evolução contínua. Hoje, atuo como gestora do departamento de Sucesso do Cliente, uma área que me inspira todos os dias por estar diretamente ligada à satisfação e à fidelização dos nossos parceiros. Sou especialista nessa área e tenho orgulho de ser uma das gestoras da Consys, contribuindo ativamente para o crescimento da empresa e o fortalecimento do relacionamento com nossos clientes.









