Genérico, Similar e o Poder da Cotação Inteligente: como comprar melhor e vender mais com dados unificados 

A dor que ninguém quer assumir: duplicidade de marcas, estoque espalhado e margem indo embora 

No balcão, o cliente pede dipirona 500 mg c/10. Raramente ele exige “de tal laboratório”. No backoffice, porém, o comprador cuida de um mini zoológico de SKUs: mesma apresentação, diversos laboratórios, preços e prazos distintos. Resultado? Estoque pulverizado, giro inconsistente e capital parado — justamente quando o cliente é sensível ao preço e à disponibilidade. 


No dia a dia da farmácia, o desafio não está em entender a diferença técnica entre genéricos e similares — e sim em gerenciar a quantidade de apresentações equivalentes que o mercado oferece para um mesmo medicamento. 

Pegue a dipirona 500 mg c/10, por exemplo. É o genérico da Novalgina, mas pode vir de dezenas de laboratórios diferentes — todos com o mesmo princípio ativo e a mesma ação terapêutica. 

Agora imagine o comprador analisando estoque, giro e preço de cada um desses laboratórios separadamente. Tempo perdido, análise fragmentada e decisões menos assertivas. 

A solução está em tratar essas apresentações como uma única associação de produto. Ao consolidar o giro e o estoque sob um mesmo “produto associado”, o sistema revela o desempenho real daquela molécula — independentemente do laboratório — e mostra, com base em dados, quem entrega o melhor custo-benefício. 

Em vez de comparar item por item, o comprador passa a enxergar o todo e agir com estratégia. 


O varejo farmacêutico brasileiro faturou R$ 158,4 bilhões em 2024 (+11% vs. 2023). Em um cenário assim, cada ponto de margem na compra de alto volume faz diferença — e ele mora nos genéricos/similares, onde a concorrência entre laboratórios é intensa e as condições variam no tempo. Otimizar a cotação nesse grupo não é detalhe: é alavanca. 


Quando sua farmácia envia uma mensagem lembrando o cliente de que o medicamento está perto de Em vez de comparar marca a marca, consolide a gestão por produto associado (ex.: “Dipirona 500 mg c/10”) — um guarda-chuva que reúne todas as apresentações equivalentes vendidas na sua loja. Quando você unifica giro e estoque nesse associado, três coisas acontecem: 

1. Visão real do giro: você enxerga a demanda total da associação (não só de uma marca), calibra melhor o mínimo/máximo e reduz rupturas. 

2. Negociação inteligente: com volume consolidado, fica claro quem entrega a melhor condição no período recente. 

3. Execução ágil: a cotação deixa de ser um garimpo e vira um filtro — você prioriza o laboratório que apresentou melhor preço efetivo nas últimas compras, sem perder o controle para ajustes pontuais. 

Esse desenho conversa com o comportamento do consumidor (alto aceite de genérico e sensibilidade a preço) e com a dinâmica do canal (volume alto, margem apertada). 


Boas práticas para qualquer drogaria — da independente à rede regional: 

Associe corretamente os SKUs: cada apresentação intercambiável vinculada ao “produto associado” evita estourar estoque por laboratório. 

Use janelas móveis para capturar preço efetivo real. Trabalhar com uma janela de tempo — como os últimos 120 dias — garante que a análise de preços reflita as condições mais recentes de compra, sem perder a visão de comportamento do período. Essa faixa costuma equilibrar sazonalidade e atualidade, mas pode ser ajustada conforme o ciclo de compras da sua farmácia. 

Classifique por condição de compra (preço líquido) e destaque os vencedores do período. Permita exceções pelo comprador (campanhas, bonificações, acordos táticos). 

Acompanhe o giro do associado, não só da marca. O “vendedor” é a apresentação (dosagem/forma/quantidade) — não o laboratório. 

Feche o loop: cotou, pediu, recebeu — e o sistema faz o resto. A cada nova entrada de nota, o preço efetivo é registrado automaticamente e passa a compor o histórico usado nas próximas cotações. Assim, o ranking de fornecedores é sempre atualizado com base em dados reais, sem planilhas nem controles manuais. Sem isso, cotação vira opinião. Com isso, vira ciência. 


1. Capital de giro — Menos estoque pulverizado, menor imobilização, menor risco de vencimento. 

2. Margem — Mix mais barato em itens de alto volume (genéricos/similares) sem perder disponibilidade. 

3. Produtividade — Compras deixam de ser “artesanais”; o time foca onde há realmente oportunidade (trocas, bonificação, sazonal). 


Quando o processo de cotação é rápido, inteligente e baseado em dados, o impacto vai muito além do setor de compras. 

A farmácia ganha agilidade no reabastecimento, reduz rupturas e garante preços mais competitivos na ponta de venda — seja no balcão, no delivery ou no e-commerce. 

Em um mercado onde o cliente compara valores em segundos, gestão de compras eficiente é também estratégia de fidelização. 


Sem passo a passo exaustivo — aqui vai a essência de valor do que a Consys já entrega hoje: 

Cadastro por Produto Associado: o sistema da Consys permite que o próprio cliente crie as associações entre produtos com a mesma dosagem, forma e quantidade. No cadastro de produto existe uma funcionalidade específica para definir o produto associado, e é a partir dessas vinculações que o sistema consolida automaticamente o giro e o estoque de todas as apresentações equivalentes — independentemente do laboratório. Assim, cada drogaria mantém liberdade para estruturar seus agrupamentos conforme sua realidade comercial, enquanto o sistema garante que as análises e cotações considerem todos os itens do mesmo princípio ativo de forma integrada. 

Análise por janela dinâmica: a tela de cotação exibe, para cada produto associado, qual laboratório apresentou o menor preço efetivo nas últimas entradas dentro do período analisado. O sistema destaca automaticamente o resultado, mas o comprador pode ajustar manualmente quando houver uma condição especial ou negociação pontual. 

Decisão orientada a preço efetivo: o sistema destaca o melhor preço do período (sinalização em verde), mas preserva o controle do comprador para exceções. 

Do insight ao pedido: a cotação vira pedido em processo e segue para os distribuidores escolhidos — com retorno integrado para alimentar o histórico de preços e fortalecer o próximo ciclo. 

Em outras palavras: menos estoque espalhado, mais giro no associado certo, melhor margem e execução mais rápida — tudo com a consistência de quem vive o varejo farmacêutico há mais de 30 anos. 


Com mais de 20 anos de experiência no setor, desenvolvi uma visão estratégica e aprofundada sobre o negócio, sempre focada em resultados e na evolução contínua. Hoje, atuo como gestora do departamento de Sucesso do Cliente, uma área que me inspira todos os dias por estar diretamente ligada à satisfação e à fidelização dos nossos parceiros. Sou especialista nessa área e tenho orgulho de ser uma das gestoras da Consys, contribuindo ativamente para o crescimento da empresa e o fortalecimento do relacionamento com nossos clientes.


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